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Seu olhar desperta em meu peito um tremor E os seus lábios dispersos De perto me arrancam o pudor Se quiser, deixa a porta entreaberta Que as cortinas eu fecho depois Na calada da tarde, entre as pernas Um momento que vale por dois Salto um muro, pulo da cerca Pinto um sentimento sem cor Seus sussurros, suas caretas Pele, sangue quente e suor Absurdos pelas paredes Ouvem os vizinhos, a sós Pelos cantos cegos da noite Não vão saber de nós (Na calada da tarde) Não vão saber de nós (Na calada da tarde) Não vão saber de nós (Na calada da tarde) Não vão saber de nós (Na calada da tarde) Solte uma palavra que me faça sentir vivo Tipo libélulas, fugaz, lilás Coreografando frases que encantam meus ouvidos Ao devorar com olhos vivos meus vacilos Se quiser, deixa a porta entreaberta Que as cortinas eu fecho depois Na calada da tarde, entre as pernas Um momento que vale por dois Eu salto um muro, pulo da cerca Pinto um sentimento sem cor Seus sussurros, suas caretas Pele, sangue quente e suor Absurdos pelas paredes Ouvem os vizinhos, a sós Pelos cantos cegos da noite Não vão saber de nós (Na calada da tarde) Não vão saber de nós (Na calada da tarde) Não vão saber de nós (Na calada da tarde) Não vão saber de nós (Na calada da tarde) Fonte: Letras.mus.br